Era só mais um Silva

Era só mais um Silva entre milhões e milhões de outros tantos pelo Brasil.
Mas afirmo sem piscar que hoje o nosso é o mais querido.

A tarde foi mais uma daquelas apoteóticas que só o espadaúdo Flamengo pode nos proporcionar. Maraca fumegando aqui em cima, rapaziada fortissimamente comendo grama lá embaixo e golzinho choradaço no fim pra chutar o que tivesse pela frente.

O domingo como têm que ser os domingos.

Mas não sem 94 minutos de puro sofrimento.

O primeiro tempo rubro-negro foi bastante perturbador. Foram litros de Mate (à preços Padrão Fifa) pra que a calma fosse mantida e eu não perdesse a compostura publicamente diante das crianças que floreavam as arquibancadas com seus respecitvos papais. Molequessandro naquela moleza e firula, ninguém chutava pra porra do gol, um meio de campo acéfalo, um Éverton correndo pra todo lado e chegando em lugar nenhum e um Paulinho em marra, preguiça e creme federais!

Alguém (LUXÃO) há de encostar delicademente ao pé da orelha de Victoria Secret do nosso ex-craque-querido e dizer pra ele que tem muuuuuito feijão com farinha guela abaixo pela frente antes de merecer um Oswaldo Aranha no refeitório Flamengo. Acorda, bixo, vai ralar a bunda na grama e não me irrita!

Até que veio o segundo tempo. E com ele, o mezzo-contestado Mugni no lugar de Luizan Tônho, o dito “Processinho”. Era a promessa de alguém pra segurar mais a bola naquela meiuca morta e dar o tapa final pra linha de frente carimbar a meta inimiga.

O time ganhou mais troca de passe, com Canteros aparecendo mais pro jogo, mas a melhora não vinha sendo suficiente. As tardes sofríveis da dupla borracha fraca Alecsandro e Paulinho comprometiam qualquer possibilidade de gol.

Até que uma brisa de esperança surgiu no horizonte Flamengo, encarnada nas carcaças de Arthur e Edward da Silva.

A mudança foi logo notada pelos mais atentos. Movimentações insunuantes e, principalmente, disposição purinha da dupla. Meteram fogo no jogo mas a criança cismava em não entrar.

Eis que, quando a boiada já mirava o brejo, ONCE AGAIN, o mago da lateral esquerda Jean Paul, resolveu aprontar mais uma das suas. Pra deixar qualquer viúva de André Sonso com a caroça no chão, bola venenosa no primeiro pau e testada violenta de Eduardo da Silva pro fundo do barbante. Gol do Mengaço, camisa pro alto e festa na favela!

Favela que fez 94 minutos de “pagode” pesado pra receber o filho que à casa torna.

Bem-vindo de volta à favela, Eduardo.

Mais um Silva que a estrela brilha, sim. E brilha muito!

SRN

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