Pode correr mas não pode se esconder 2 x 1

Sai, sai da frenteee!
Sai que o bonde de carregadores de saco de cimento mais destemido do hemisfério sul é chapa quen-teee!

É isso, rapaziada, vamos parar de falsa modéstia e cerimônia com a janta!
Se acheguem e tratem logo de explanar aos 4 cantos deste planeta que o bonde tá vindo freneticamente fervendo, de calções rasgados, sem cueca, com feromônios a fumegar pelas ventas prontos para carbonizar sem misericórdia qualquer pedaço de carne viva que venha a cruzar os nossos caminhos traçados nas estrelas, no cosmos, na tábua dos 10 mandamentos e na casa branca!

Que corram para as montanhas os já acagalhados.

Não sei o que tem de secreto o tal do Mago Luxa debaixo de sua capa. Só sei que funciona e que o cara transformou o time do Walking Dead num time de ferrabrázes jovens galudos no baile de formatura, a poucos passos de serem inaugurados pelo pecado da carne.

É João Paulo – o novo Roberto Carlos – Príncipe Cáceres, Canterezine Zidane, Éverton pai do vento, Schopenwallace, Marcelão Maldini, uma seleção de estrelas quando o quesito é superar o gogó nervoso dos guela larga borracha fraca da mérdia “especializada”.

Não vou entrar em méritos das sutilezas de uma partida de futebol, e só valorizarei o resultado final! Os que ainda cismam em se desviar do caminho da luz do espírito Flamengo terão a piedade da minha corneta pelo menos por hoje.

Nem vou falar que o tal do Paulinho está numa marra federal merecendo uma chamada!

Cavucamos mais minhoca em barro duro e daqui a pouco chega a hora da pescaria.

Agora todos de volta pras suas casinhas, pros braços de suas saudáveis famílias, pra recarregar os estoques de arroz e feijão e seguir a caminhada rumo à glória.

Quem está atrás já ficou pra trás e quem está na frente já pode sentir nossa envergadura ameaçadora.

Fé nos trabalhadores, nos sacos de cimento, na enxada e no pano pesado.

Quarta-feira estaremos lá novamente, onde a mística e rituais sobrenaturais acontecem.
Ninguém sabe o que vai acontecer, mas só a gente sabe o que pode acontecer.

Pra cima deles, Men-gô!

SRN

Anúncios

“Uma equipe que coloca o saco de cimento nas costas e vai trabalhar”

Vez ou outra nesse vidão proletário sujo de graxa, me pego pensando sobre a existência Flamenga.
Não na incontestável história da instituição esportiva, que grita por si em suas triunfantes e abarratodas salas de troféus, e sua hegemonia no esporte bretão, mas na mística sinistra envolvida na relação Flamengo x torcida x perrengue x Maracanã.

É impressionante a capacidade deste pano imaculado de reverter situações cavernosas.

Nos meus humildes 25 anos de vida, vi o Flamengo passar muito veneno.
Vi o que ousam chamar de FlaPress nos condenar ao ostracismo e ao fundo do poço em incontáveis oportunidades. Ouvi um caminhão de Zés Ruelas engomados agasalhadores de croquete pisarem na nossa dignidade em rede nacional. Ouvi muita merda de todos os lados.

E conto nos dedos as vezes em que não estapeamos a cara de cu alheia, com talco preto e vermelho, diante de mais um levantar apoteótico do urubuzão ferido porém nunca vencido.

Há algo no ar da atmosfera do planeta Flamengo que nos faz acreditar até a última gota de sangue derramada. Nos faz mais fortes e unidos nos momentos mais amaldiçoados que possamos estar. E nos faz abraçar a causa rubro-negra com a certeza que o manto magnético vencerá mais uma batalha na guerra contra os pragmáticos da borracha fraca.

E notem, na transação Flamenga não existe contrato. Não existe cheque calção, nem sinal nem garantia. Acreditamos no coração, na magia e no mar de amor.

Porque o Flamengo odeia os pragmáticos. O Flamengo odeia matemáticos. O Flamengo odeia estatísticas. E o Flamengo odeia probabilidade.

É da improbabilidade que se alimenta o Lobo Mau Mengão.

É saco de cimento, arroz com feijão e sangue na ponta da botina, sem petit gateau.

Ontem, em mais uma noite sobrenatural, os astros e o universo do desconhecido voltaram a se alinhar a favor da seita preta e vermelha. Encarnado na pele de 11 gladiadores em campo e mais de 40 mil nas arquibancadas, o espírito Flamengo se fez notado outra vez, fazendo tremer os pélas do mundo entediante dos céticos do futebol.

Uma virada com 2 gols da união dos nossos poderes. Tipo Capitão Planeta mesmo.
Conquistados pelos nossos guerreiros, mas com o sopro final do sobrenatural sagrado.

Bravo, Flamengo, Bravo!

Que sacos de cimento continuem a ser carregados. Que os astros e o desconhecido continuem do nosso lado. Que a estrela do nosso Silva continue a brilhar.

As segundas e quintas serão muito mais felizes assim.

“Acima de tudo rubro-negro
Amor maior não tem igual
Eu juro que no pior momento
Vou te apoiar até o final”

SRN, pra cima deles!


Sem gracinha meio a zero

Panteras e panterinhas.

Meu envolvimento emocional com a peleja do domingão glorioso de hoje foi tão profundo que não consegui sequer pensar numa piadinha estúpida pra pautar o textículo de hoje da nossa cozinha fumegante.

O foco total e absoluto foi em magnetizar minhas energias Flamengas pra ajudar o Mago Luxa a “fechar a nossa casinha” sagrada. E o resultado não podia ser melhor.

O que vi foi um time aplicado, esforçado e sabendo o que estava fazendo, dentro das suas limitações.
Deu chutão quando precisou, saiu jogando quando conseguiu, suou sangue enquanto pode.

O tratorzão rubro-negro voltou!

Velho moura ressucitado, Schopenwallace comandando a cozinha, Marcelão-borracha-forte mito da seriedade, Jean Paul novo Roberto Carlos (chorem viúvas de André Sonso), Márcio Araújo Schweinsteiger maranhense, Evertinho pai do vento e Canteros, pra mim, o dono do jogo.

Pouco a pouco se soltando, nosso camisa 20 ditou o ritmo da meiuca, colocando a redonda no chão, saindo pro jogo com qualidade, rasgando o shortão na grama e passando o cerol fininho nos alemão quando preciso. Afinal de contas, alguém precisava lembrar ao Zé Clóvis Bornay das coxa branca depilada que aquilo era um jogo viril para ferrabrázes e não concurso de Miss Pelo Acaju Curitiba 2014.

Nosso gol foi o retrato da dedicação do time. Acreditar até o final na vacilada do adversário é lição #1 em time que quer sair do sanhaço. Coisa que o indiferente Molequessandro parece ainda não ter aprendido. Joga como se ainda estivesse nos times pequenos que irritou anteriormente.

Sem alma à parte, acredito vorazmente na recuperação do tratorzão adormecido e que temos chance de beliscar algo a mais nesse campeonato e na Copa do Brazél.

É sem playstation, sem Yakult, e com muito feijão com farinha.
Fé no Mago Luxa e ademã que eu vou em frente, rumo ao G4!

SRN


Era só mais um Silva

Era só mais um Silva entre milhões e milhões de outros tantos pelo Brasil.
Mas afirmo sem piscar que hoje o nosso é o mais querido.

A tarde foi mais uma daquelas apoteóticas que só o espadaúdo Flamengo pode nos proporcionar. Maraca fumegando aqui em cima, rapaziada fortissimamente comendo grama lá embaixo e golzinho choradaço no fim pra chutar o que tivesse pela frente.

O domingo como têm que ser os domingos.

Mas não sem 94 minutos de puro sofrimento.

O primeiro tempo rubro-negro foi bastante perturbador. Foram litros de Mate (à preços Padrão Fifa) pra que a calma fosse mantida e eu não perdesse a compostura publicamente diante das crianças que floreavam as arquibancadas com seus respecitvos papais. Molequessandro naquela moleza e firula, ninguém chutava pra porra do gol, um meio de campo acéfalo, um Éverton correndo pra todo lado e chegando em lugar nenhum e um Paulinho em marra, preguiça e creme federais!

Alguém (LUXÃO) há de encostar delicademente ao pé da orelha de Victoria Secret do nosso ex-craque-querido e dizer pra ele que tem muuuuuito feijão com farinha guela abaixo pela frente antes de merecer um Oswaldo Aranha no refeitório Flamengo. Acorda, bixo, vai ralar a bunda na grama e não me irrita!

Até que veio o segundo tempo. E com ele, o mezzo-contestado Mugni no lugar de Luizan Tônho, o dito “Processinho”. Era a promessa de alguém pra segurar mais a bola naquela meiuca morta e dar o tapa final pra linha de frente carimbar a meta inimiga.

O time ganhou mais troca de passe, com Canteros aparecendo mais pro jogo, mas a melhora não vinha sendo suficiente. As tardes sofríveis da dupla borracha fraca Alecsandro e Paulinho comprometiam qualquer possibilidade de gol.

Até que uma brisa de esperança surgiu no horizonte Flamengo, encarnada nas carcaças de Arthur e Edward da Silva.

A mudança foi logo notada pelos mais atentos. Movimentações insunuantes e, principalmente, disposição purinha da dupla. Meteram fogo no jogo mas a criança cismava em não entrar.

Eis que, quando a boiada já mirava o brejo, ONCE AGAIN, o mago da lateral esquerda Jean Paul, resolveu aprontar mais uma das suas. Pra deixar qualquer viúva de André Sonso com a caroça no chão, bola venenosa no primeiro pau e testada violenta de Eduardo da Silva pro fundo do barbante. Gol do Mengaço, camisa pro alto e festa na favela!

Favela que fez 94 minutos de “pagode” pesado pra receber o filho que à casa torna.

Bem-vindo de volta à favela, Eduardo.

Mais um Silva que a estrela brilha, sim. E brilha muito!

SRN