Saudade – Fla 1 x 0 Audax

Sabemos que a pelada foi indigna. E também que tava o bafo do cramulha, que tava “todo mundo” na praia, que o juiz era primo do Bruno Chateaubriand (comrprove aqui) e que o herói da partida foi o mais querido Welinton Ferdinand. Sabemos de tudo isso.

Mas saudade é um negócio chato que dói no peito.
E onde tem o imaculado pano preto e vermelho em campo, tem fiel em ritual sagrado.

Apesar da imensurável insignificância da peleja de hoje, fui incapaz de ignorar a mística tradicional presença dominical rubro-negra. Parei tudo o que tinha pra fazer às 16h, reservando os próximos 55 minutos pra preparação do terreno. Tudo pra que às 16h59 eu esteja rigorosamente concentrado em adorar o soberano. Que saudade disso tudo.

Claro que a partir das 17h01 em diante foi puro sofrimento. E confesso que vez ou outra foi necessária uma cutucada no controle remoto pra conferir o que rolava com o mestre Negorf na nossa filial italiana e dar uma desbaratinada na cabeça.

Porque em terras brazilis o que se viu foi muito pouco: uma molecada em início de temporada, desentrosada, mas com alguma disposição. Ralando pelo menos meia bundinha na grama. E que se lamba os beiço que o tal do Welinton Ferdinand tenha conseguido cutucar aquela pingada pra dentro do barbante. Porque se dependesse da “criatividade” do filho mais feio do Bebeto o jogo poderia ter 600 minutos que o placar não sairia do zero. Mas confio muito no talento do menino…

… pra ser protagonista da próxima temporada de Malhação porque futebol que é bom desta terra não brotarás!

De resto nada que valha o esforço de nossas palavras.
Só lembrar aos co-irmãos cariocas que se o campeonato acabasse hoje, seríamos finalistas ao lado dos bravíssimos Cabofriense, Madureira e Bangu.

SRN, já não aguentava mais de saudade.

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