Imorríveis

O post do título. Finalmente, o post do título.

Acho que passei boa parte do pós-jogo de ontem, da longa volta pra casa, e da manhã de hoje pensando no que escrever no post do título. O que este humilde rubro-negro que vos fala poderia acrescentar a mais esse glorioso capítulo da hegemônica destruidora história do super-poderoso e místico Mengão?

Falar sobre o jogo elevando ao status de semi-deuses da contenção os implacáveis guerreiros Schopenwallace, Samir Maldini e Yamaral Touré? Qualificar como grandes nomes da próxima janela do mercado europeu os endiabrados talentos Paulinhonel Messi, LeBroca James e Luiz “cacho-molhado” Antonio? Lamentar a expulsão do utilíssimo nobressíssimo Andrézão? Parabenizar o morto-vivo Carlos “Tonho-da-Lua” Eduardo pela “luta” e pela “redenção” diante dos aplausos da torcida? Constatar que nosso capita Léo “Velho-Punk” Moura é o maior e mais vitorioso ídolo Flamengo depois da geração de 92? Providenciar logo uma estátua do professor Jayme Guardiola?

Falar sobre a irrefutável trajetória rubro-negra na Copa do Brazél? Abatendo, de um em um, os principais “protagonistas” do futebol brasileiro de 2013. Falar de redenção? De renascimento? De ressurreição?

Nada seria o suficiente, meus caros amigos.
Porque ser humano algum, vivo ou morto, deste planeta ou não, é capaz de entender ou explicar o fenômeno paranormal místico espiritual protagonizado pelo imaculado pano preto e vermelho envergador de varais dentro das 4 linhas de um campo, geralmente, gramado. O Flamengo está além da nossa capacidade de compreensão.

O Flamengo, comumente chamado de clube de futebol pelos menos avisados, não é explicado. É sentido. O Flamengo existe como uma força da natureza. Uma força autônoma, independente, e devastadora. Você pode correr, mas não pode se esconder da tempestade Flamenga.

Os cientistas odeiam o Flamengo. Os céticos odeiam o Flamengo. Os matemáticos odeiam o Flamengo. As estatísticas odeiam o Flamengo.

Porque o Flamengo, como nos filmes de ação, é aquele cara cascudasso que “morre” na famigerada apocalíptica cena de explosão, onde tudo e todos ao seu redor entram em colapso sob água, ferro, fogo e cimento no crânio. E que, em seguida, não sem algum suspense, por entre fumaça, sangue, trilha apoteótica e escombros, ressurge à passos lentos, porém firmes, mais forte do que nunca, vivo como sempre. O Flamengo é imorrível. O Flamengo, amigos, é o Bruce Willis do futebol.

E o Bruce Willis do futebol não precisa de Manos Menezes. O Bruce Willis do futebol não precisa de Ronaldinhos.
É contra tudo e contra todos que a cena final fica ainda mais bonita e emocionante. Fazendo até mesmos alguns marmanjos barbados espadaúdos na platéia permitirem uma lagrimeta borracha fortíssima no cantinho do olho. Que lindo!

Ver profissionais da “crítica especializada” dando com os córneos no murão Flamengo é das coisas prazerosas deste mundo cruel.

Agora só nos resta aguardar o que a próxima temporada nos reserva.

Que, como nos filmes do Bruce Willis, já sabemos o roteiro.
Levaremos porrada, tiro e bomba. Eles tentarão comer nossa mulher, bater nas nossas crianças e espalhar o mau pela cidade.

Mas logo antes dos créditos descerem, lá estaremos novamente: bravamente reerguidos, no nosso carrasso conversível, na estrada para a vitória, com algumas cicatrizes a mais pelo corpo, a chave da cidade no bolso, um sorriso marrento no canto da boca, a sensação de dever cumprido, nos braços da gostosa do filme.

Porque nos somos o Bruce Willis do futebol. Nós somos imorríveis.

SRN, parabéns Flamengada!

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Corre burguesada, a prole tá chegando!

Flamengo, ah!, o Flamengo… Difícil pra muita gente entender o real significado de ser Flamengo.

A gente não torce pro Flamengo, a gente É FLAMENGO! Um outro dia desses, minha bondosa companheira, num ato de petulância e ousadia, me fazia a clássica pergunta sobre a graça de torcer pra 11 marmanjos barbados suados correndo atrás de uma bola. O que me fez de fato parar pra pensar na minha vida 100% Flamenga, desde os 3 anos de idade quando descobri o espírito Flamengo dentro de mim, inexplicavelmente contra a vontade de todas as heranças familiares, até os meus 24 anos de hoje. Por que?

E a resposta, depois de muito matutar, é muito simples: nós não torcemos para o Flamengo. Nós somos Flamengo! Não existe separação prática entre as entidades imateriais clube e torcida. Somos uma força cósmica magnética única. Enquanto houver quem envergue o imaculado pano pesadíssimo dentro das quatro linhas, estaremos nós aqui juntos numa só voz. Quando for, a onde for. O pano preto e vermelho é a gente em campo. O Flamengo perde, a gente perde. O Flamengo ganha, a gente ganha. E sujeito homem nenhum aqui quer perder nem em par ou ímpar, nem em solteiros contra casados, muito menos valendo taça e a honra rubro-negra.

É por isso que eu sempre venho aqui na nossa humilde casinha onde, porém, servimos um feijão muito justo, pra bravar e não me cansar de repetir: tem que babar sangue e flamejar disposição por entre as ventas portando o manto. E toda vez que nossos viris guerreiros incorporarem o sagrado espírito borracha-forte do rubro-negrismo na cancha eu hei de estar aqui para aplaudi-los e gritar uns “filhasdasputaaa!” janela afora.

Ontem, se faltou um pouco mais de capricho/talento e sangue frio pra colocar o nosso fã-clube paranaense definitivamente no lugar deles, sobrou calção rasgado, dedo no olho e bafo quente no cangote. E pra falar dessa história só consigo mencionar um nome: Yamaral Touré.

Inexplicavelmente no ostracismo no início da nossa difícil jornada em 2014, o cara é o retrato vivo da redenção Flamenga. A personificação da postura e disciplina espadaúda exigidas por contrato no preto e vermelho da Gávea. Sobra seriedade no proceder do nosso camisa 40. Mas foi num inesperado e abençoado ato de brilhantismo e talento que o nosso Mancuso de tranças fez valer toda a confiança do professor Jayme Guardiola. Uma tamancada espírita do meio da avenida como me lembro de poucas na história. Não é a toa que o tal do Yaya Touré é conhecido como o AMARAL MARFINENSE!

Parabéns ao time pela partida inteligente e guerreira da noite de ontem. Contra tudo e contra todos, do jeito que a gente gosta, vamos chegando ao objetivo máximo. Falta muita coisa ainda, mas tô confiante que mais uma vez entraremos pra história. É o time da contra-cultura mostrando pra todo mundo como é ruim não nascer Flamengo.

Chora, burguesada arco-íris, que a prole tá chegando. De pés no chão, sujos de graxa e babando sangue. Vai correr figurão pra todo lado.

Que se mantenha o sapatinho, a borracha firme e forte e os pulmões calibrados. Falta metade do caminho. Que quarta-feira seja mais uma noite de gala Flamengo com mais um show de LEBROCA JAMES, o rei do New Maracanan! (entreouvido por aí!)
Traz mais esse caneco pra favela, rapaziada!

SRN


Chato.

Mocorongo, xexelento, babaquara, pentelho, insosso, chocho, morno, murcho, infrutífero, chato. Chato pra caralho! Assim foi a pelada sem vergonha de hoje à noite. Os pão-com-ovo borracha-fraca mortos-vivos que vestiam preto e vermelho na cancha de Itu nem mereciam minha fadiga e dedicação pra escrever esse post. Só o faço em consideração máxima aos meia dúzia de fechamento sangue-bom master que nos acompanham religiosamente nessa aventura Flamenga.

Mas devo confessar que, de tão chato, tão chato, o tempo da partida pelo menos foi o suficiente para:
– Levar os cachorros pra passear;
– Fazer o feijão pra amanhã;
– Levar o despacho pra final da Copa do Brazél pra encruzilhada de uma vez;
– Tomar banho;
– Cagar;
– Fazer um sanduba;
– Fazer a barba;
– Alimentar minha exótica coleção de plantas carnívoras;
– Alimentar meu tamagochi;
– Colocar o Tamagochi pra dormir;
– Flertar no facebook;
– Ler um livro inteiro;
– E ainda não perder a PATAQUADA IMBECIL do alienígena escrotão que habita a faixa esquerda do nosso terreno.

Rapaziada, o jogo foi tão chato, tão chato que eu esperava ansiosamente o início do programa do Danilo Gentili. Que já é chato x 100000000!

Não vou nem entrar nos méritos analíticos da partida porque não vai sobrar um na corneta. Vou poupar os come-dorme pensando na quarta que vem já.

Melhor irmos logo dormir, amanhã tem labuta, e no mínimo tentar sonhar com a protuberância da portentosa Christiane Pelajo porque de pesadelo com Andressanto e Cazeduardo eu já tô cheio.

SRN, tamo junto!


Fim de festa no Brazeleirão

Imaginem comigo um típico fim de festa apocalíptico familiar. Seja rico ou seja pobre, provavelmente imaginaremos o mesmo.

O “Let’s twist again” de Chubby Checker já anuncia aos boca nervosa que a comilança livre chega aos seus últimos suspiros. Corram para as montanhas. As tias gordas, aproveitando a distração geral com a pista de dança em chamas nesse momento, já se preparam pra fortalecer os estoques sem bobeira, passando um cerol fino em todas as rapas alimentares sobreviventes à vista jogando tudo em suas respectivas bolsas. As rainhas da marmita nada deixam passar.

Os maridos, a esta altura, já entornaram marafo suficiente pra dois meses e 3 fígados. Os guela-larga que não estão revelando lados antes ocultos na pista de dança com “I will survive”, ou nutrindo o ódio profundo das crianças espoletas com piadelas e bafo quente que só eles entendem, estão sentados em rodas da mais pura malandragem, contando/inventando, em alto e ecoado som, suas aventuras sexuais mais viris e criativas que se possa imaginar. Importante notar que, geralmente, as descritas nas aventuras são as mesmas tias da marmita. Com algumas marmitas a menos.

No dancefloor, pra acompanhar os já afetados cachaça e algumas endiabradas crianças em bando, é possível presenciar o milagre da ressurreição diante dos próprios olhos. Vovocas e vovôs serelepes, se antes recostavam suas carcaças carcumidas em bengalas e andadores, agora protagonizam passos não vistos desde os bailes de 48. Rejuvenecedor!

Esse é o campeonato brasileiro pra nós, seres superiores Flamengos, pós 45 pontos. Um fim de festa sem vergonha. E de uma festa que nem foi tão boa assim. Não pegamos ninguém, não comemos o suficiente e ainda tomamos esporro da patroa. O importante é que em 2014 tem mais.

A emoção e a graça das nossas próximas 5 rodadas de Brazeleirão estão nas mãos dos mesmos personagens que trazem canalhice e pilantragem ao fim de festa de qualquer família brasileira:

– O boca nervosa fominha, que dá o seu jeito de roubar a cena por interesses próprios e passa o cerol geral como se não houvesse amanhã. Esse não quer perder nem par ou ímpar! (Hernane!);

– A rapaziada do marafo que anda vacilando e soltando a franga na pista ou explanando os dotes da patroa. Que resgatem os tempos de pegadores impiedosos de outrora e que os fizeram chegar até aqui e parem de contar caô (Adryans, Nixons, Rafinhas e Digões);

– E o último e não menos importante, o ressucitado. Já de andador ou de bengala, permanece simpático porém só espera mesmo é partir pra folga eterna. Que Chubbys Checkers acordem o “morto” pro protagonismo das pistas de dança novamente! Essa é a nossa torcida. (CAZEDUARDO!).

Dois campeonatos, dois times diferentes.
É hora de focar no que ainda vale pra gente.
Foco na chuva de papel picado, no banho de gatorade e em jogar o Jaymão pro alto.

SRN

PS: Absurdo o posicionamento da diretoria em relação aos preços dos ingressos para a final da Copa do Brazél. Um New Maracanan esterelizado, playboyzado e embranquecido. É isso que os galáticos de Wall Street estão querendo. Entendem muito de fortunas e pouco de POVO.

Não somos um time de futebol. Somos uma religião com bases alicerçadas na cultura do povão. No pé descalço, na mão calejada. Não somos a elite, nem a burguesia. Não somos FIFA e nem CBF. Somos o proletariado faminto. Não podemos ser comparados a nenhum clube de futebol comum do mundo. Somos únicos. Deveríamos ter tratamento dos nossos cartolas à atura. Lamentável.


“Vamos dar as mãos e torcer juntos”

“Vamos dar as mãos e torcer juntos
A dividida ganha quem tem união (nosso time!)
Nosso time é a gente em campo
A gente tem mais garra, tem mais coração
Men-gô, Men-gô, a nossa seleção de ouro
É o grito de guerra só (vâmo Mengão!)
Vamos Mengão, avante Mengão, nosso time é forte!”

Não sei a opinião dos amigos frequentadores aqui da casa, mas música nenhuma cantada no Maraca descreve melhor o rubro-negrismo do que esta. É bem verdade que, por uma ironia do destino, não é a que mais mantém as arquibancadas fumegantes. Mas é a que mantém vivo o espírito de certos seis jovens remadores fortemente nervosos. Ouso dizer que todo e qualquer contratado Flamengo, da faxina ao camisa 10, deveria jurar os versos dessa imaculada oração diante do inviolado pano preto e vermelho.

“A dividida ganha quem tem união”

A rapaziada já tá careca de saber que hoje aqui no Mengão este é o proceder máximo: ganhar divididas. Na safra de 2013, não tem nenhum Petkovic, nenhum Romário e muito menos um Zico. As vacas estão secas de magras. Um sanhaço sinistro. O planejamento anunciado pro ano sempre foi passar humildemente despercebido, no papel de coadjuvante. Foco nos 45.

Mas graças a todos os Deuses e às desconhecidas forças ocultas do universo e suas dimensões paralelas, aqui falamos de futebol. E no futebol, campeão, o que ganha jogo é pé firme, trabalho, bafo quente no cangote e bola na rede. Quem ganha jogo com elenco no papel antes de entrar em campo é filme de Hollywood. Aqui é lugar de trabalhador.

E é ganhando divididas na marra, com 11 sujeito-homem (sem plural mesmo!) viris e espadaúdos ralando o couro na grama que viemos beliscando na humilde e dando na caroça de alguns dos favoritos dos come-dorme da crítica esportiva, um de cada vez. No sapato, sem presepada. Salvo eventuais surtos de pederastia firulesca de alguns insistentes Zés Ruela, esta é a conduta exemplar estabelecida pelo ferrabrás comandante Jayme Guardiola desde sua chegada. O homem, também conhecido como o Manual Humano Vivo do Rubro-Negrismo, mandou logo avisar que não haveria mais espaço para borracha-fraquice e muito menos batida fofa. E desde então, é enxada debaixo do braço e suor. Muito suor.

Na noite de ontem, o cenário estava perfeito. Maraca lotado de gente bem vestida, vantagem à nosso favor, todo mundo bonito e saudável e o adversário desfalcado das duas principais peças. Ia ser moleza, pensou o mais desavisado. Até que logo nos primeiros 5 minutos, a sapeca filha da Xuxa, que pra mim jogava vôlei, resolveu fazer uma gracinha e acordar os 60 mil embasbacados foliões deixando logo claro que os esmeraldinos não iam entregar o doce assim tão fácil. Afinal de contas, o chefe da gangue Walter Sambudo não dispensa doce assim de bobeira.

A partir daí foi colocar os 11 crânios formados em Harvard no lugar, a redonda no chão novamente e dominar de uma vez o fraquíssimo superestimado Parmêra do Pantanal. Logo tremeram os saltos quando, de pé em pé, a pelota pingou serelepe justamente na pata direita do impiedoso Charles Bronson da grande área, o John Rambo rubro-negro, Braddockador. Aí é um abraço, amigo. Sem pestanejar, sem misericórdia, um tapa da mais pura crueldade Braddockiana. 1×1.

E antes mesmo que pudéssemos notar alguma reação do poderoso adversário, o adormecido Eliasniesta tratou de acalmar o frenezí no fosquete geral com uma súbita tamancada sem dó do meio da rua pra estufar gostoso o véu da noiva e levar a galera à loucura mais uma vez. A arocoirizada raivosa no sofá de casa ranca as calças pela cabeça. Waltão guela-larga, inconformado, rebenta mais outro X-Bacon. Enquanto a mulambada comemora bonitão gritando o nome do filho do camisa 8 mais querido do Brasil. Festa na favela.

Com o barraco reorganizado, foi só deixar a saúde dos incansáveis e viris Yamaral Touré e SchopenWallace se sobressair diante da pseudo-pressão aplicada pelos goiano. Teve muita fungada no cangote, enxadada na raiz e dedo no olho. Como tem que ser. Destaques absolutos. Até o apito final do ex-juiz-que-deixa-o-jogo-correr.

Senti o New Maracanan tremer pela primeira vez. Esterelizado, é verdade. Infelizmente com muito mais dentes, é verdade também. Mas com a mística energia que insiste em pairar nas noites Flamengas.

Contra tudo, contra todos, lá estamos outra vez. Contra juiz, contra a “opinião especializada”, contra a vontade da arcoirizada secadora, contra os prognósticos cirúrgicos da gatomestragem. A camisa envergadora de varal mais uma vez pediu passagem e passou o trator. Sem misericórdia.

Que venha o nosso fã-clube paranaense.
Prometemos toda atenção do mundo na noite de autógrafos do próximo dia 27.

“Vamos Mengão, avante Mengão, nosso time é forte!”

SRN


Camisa pesadona 1 x 0 paquitas de laranjópolis

A juventude. Ah, a juventude…
Se em outros momentos da história os jovens foram protagonistas das mais viris e importantes mudanças da nossa sociedade, hoje são responsáveis pelas maiores presepadas e mocoronguices deste planetoide pederasta irrelevante para o universo.

O que esperar de um time de FUTEBOL recheado de jovens no lugar de carcumidos, porém importantes, veteranos lentões?

Nos bons e sérios tempos de Rondinellis, Mancusos ou Juniors Baianos, teríamos uma matilha selvagem de pequenos virgens predadores, exalando feromônios transões, à caça da indefesa vítima a vagar desavisada pela relva reluzente. Briosos e espadaúdos eles não raciocinam muito, é verdade, porém não há lugar para paumolecências e pés de alface. É muito short rasgado, bigode grosso, cabelo crespo, mullets de 25 centímetros, dente quebrado, barba de lenhador, mancha de sangue no manto e cal nos córneos. É a chance da vida. É o Flamengo do Zico.

Mas, pra nossa infelicidade e decepção, os tempos são outros. Os jovens são outros, os ídolos são outros. É tempo de Justins Biebers.
É tempo de muito moicano, chuteira colorida, muito brinco, relógio de brilhante e cabelo molhado. É muito carro branco, instagram, iPhone, iPad, óculos de aro grosso, boné de aba reta, creme rinse, chapinha, barba desenhada, piercing na bitola, perna raspada, Yogoberry, Koni, tênis de 20 molas, cueca fio dental, tatuagem no cóccix, calça skinny colorida, camarotes, hashtags e retweets. Muito petit gateau e pouco feijão.

Inaceitável para a honrosa agremiação esportiva erguida sobre as bases mais ferrabrases do esporte bretão.

O que se viu hoje em campo, mais uma vez, foi um bando de virgens borracha fraca sem respeito tentando arrumar uma transinha pelo falecido chat da Uol. Porra! Tem que botar a cara na pista, malandro! 22 mocorongos barbados incapazes de tratar a gorducha com carinho e dar-lhe a sapatada que merece. Inevitavelmente o único gol da partida só poderia ter saído de uma canelada espiritual bisonha de um peão qualquer contra o próprio patrimônio. Pra sorte geral rubro-negra, nosso time reserva é do mesmo nível do scratch galático florminense.

Não vou nem entrar no mérito de dar nome às cornetadas (Frauches!) porque desde as 21h16 deste domingo que eu só penso em estar altamente alterado de Matte Leão nos arredores do New Maracanan na próxima quarta-feira.

Aos nobres roommates Flamengos presentes hoje à noite, meus parabéns. Deixamos a casa nova arrumadinha pra receber a purpurinada visita das paquitas mais uma vez e elas não compareceram. Desfeita feiona. Parece até que a gente sempre trata mal as cheias de pompa meninas de Laranjópolis.

SRN, faltam uns 2790 minutos pro jogo que importa dessa semana.