0x0

Da última vez que me atrevi a “escrever” nesta humilde e sem frescuras gourmet cozinha, algumas coisas no mundo eram bem diferentes: a vontade soberana do povo ainda valia de algo no país. Não tínhamos Diego, Guerrero e nem caminhão de dinheiro pra gastar. Vini Jr. ainda era um jovem virgem a desbravar as incertezas e os perigos da vida amorosa adolescente na porta da Cyclone mais perto da casa dele. Não tinha CT de primeiro mundo, não tinha Zé Ricardo.

 

Outras coisas não mudaram tanto assim: já tinha co-irmão frequentando divisões subalternas do futebol brasileiro assiduamente por aí. O bonde dos careca (com nem tantos carecas assim) já incinerava loucamente boletos em série. Rodrigo Caetânus já colecionava refugos empoeirados a preço de ouro nas nossas prateleiras. E, obviamente, a impiedosa corneta da magnética já soava alto e claro nas orelhas de quem fazia o futebol Flamengo.

 

Na manhã de hoje, contra uma folclórica agremiação futebolística de bairro, na charmosa Rua Bariri do Vale do Aço, o 0x0 bunda nos traz apenas uma certeza: a corneta vai continuar a cantar.

 

Fizemos um primeiro tempo horroroso, sem criatividade e caindo como juvenis na pilha dos pequenos jogadores de biriba de General Severiano. Aliás, algo que é marca registrada dos times da gestão dos Boletozilla: cair na pilha, não decidir jogos, ter “líderes” questionáveis no elenco e, consequentemente, passar vexames em mata-mata.

 

No segundo a coisa até que deu uma esquentada, Vini Jr. entrou embrasado, mas a falta de pontaria da nossa comissão de frente não permitiu que eu tivesse um domingo tranquilo. (Damião antes de Vizeu não dá!)

 

É correto dizer que o “gramado” (mato curto) travou o jogo, que a Gatita ronronou manhosa no mato da sua pequena área (caixa de areia) algumas incontáveis vezes, apavorada de com a chance de ter algum jogo rolando, que o “time” dos cara não queria. Mas é assim que vai funcionar com esse Flamengão bombado novo rico da Barra da Tijuca recheado de investimentos galáticos, camisas polo com número e SUVs blindadas: teremos a responsabilidade de ganhar e temos que dar o nosso jeito de ganhar.

 

Não dá é pra nossa salvação na criação de jogadas estar nos pés (tortos) do intocável irritante Willian Arão. Aberto pelo lado hoje, fez mais uma partida patética. Não tem passe, espírito e nem as características (e nem o futebol) que o Zé acha que ele tem pra ser um jogador criativo. NÃO É! Tá merecendo sentir o sabor do banco faz tempo, Roni Kroos e Pogbaquetá estão pedindo passagem!

 

Pra nossa sorte, a agonia de viver sem a alegria de ter o pai dos meus filhos, Diegão, em campo chegou ao fim. E a previsão, assim, é de dias melhores e mais criativos com o seu retorno ao time titular. Éderson já começa a dar sinais de poder ser boa companhia no meio, enquanto não sente uma fisgada na posterior cortando as unhas do pé. Mantendo Lorde Vazdemort (ou aquele que não se deve mencionar o nome) longe do nosso pagode, e encontrando qualquer juvenil pro lugar da Muretinha sem braço, já teremos um caminho menos doloroso pros corações rubro-negros.

 

Mas a caminhada vai ser árdua, como sempre foi. E o objetivo tem que ser a taça! A batata do professor tá assando e é bom que ele encontre logo um jeito desses milionários come-dorme entregarem o que se espera de tanto investimento. Ser bonito é mole, difícil é ser legal.

 

Enquanto isso, que soem as cornetas.

 

E que consigamos resgatar o espírito Flamengo, adormecido nos entulhos do antigo Maracanã. Que a Ilha seja o nosso novo templo e que o sobrenatural, o impoderável e o impossível voltem pro nosso lado. Porque dinheiro, boleto e capa de revista não ganham jogo.

 

ÓDIO ETERNO AO FUTEBOL MODERNO
SRN

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O sobrenatural existe 3 x 0

É madrugada de terça pra quarta-feira no Rio de Janeiro.
As ruas, fantasmagoricamente vazias, sem boêmios ou mendigos, o céu, um cinza escuro soturno, turvo e sombrio.

A cidade inteira dorme.

A paz absoluta, porém, cabreira, apenas prenuncia o rebuliço que está pra chegar.

Portas que nos aconchegavam no conforto dos nossos lares agora batem violentamente sem parar, janelas que nos protegiam de todo o mal agora assobiam e saculejam.

A cidade agora assiste.

Assiste da janela o cenário da devastação, sob chuva e vento: árvores despencando sobre carros, arrancadas de suas raízes centenárias, postes de concreto partindo-se pela metade, transformadores em chamas, fios de alta tensão pelo chão. Matéria física alguma é capaz de suportar tamanha fúria.

O que quer que isto seja, por onde passar não deixará pedra sobre pedra.

Meteorologistas vão dizer que áreas de instabilidade avançaram sobre o estado.
Mais religiosos vão dizer que o apocalipse se aproxima.
Cada um diz o que quer.

Mas são os rubro-negros que sabem da chegada.

Curvem-se reles mortais e assistam de suas janelas à chegada sobrenatural triunfal do Espírito Rubro-Negro vivo!

O Espírito aterrisou na madruga, avisando logo que tava na área, mas a missão mesmo era às 22h no templo preferido de suas manifestações no plano da carne: o Maracanã.

Levantem suas caras pálidas de pau do chão, é preciso ver pra crer.

E nós vimos, ontem, mais uma vez.

Diante de pouco mais de 20 mil fiéis e um cenário dado como impossível por toda a mérdia especializada, vimos uma delegação inteira de guerreiros de fé tomados pela entidade sagrada, lutando até o último respingo de sangue pela glória em preto e vermelho.

O impossível, amigos, não existe no dicionário Flamengo.

Não há cientista que explique. Não há especialista que entenda.
Queimem seus livros de matemática, queimem seus livros de estatística: o Flamengo não pertence a esse mundo!

E pra terror dos adversários e dos boca murcha do ceticismo, a notícia que recebo é a seguinte: O Espírito Rubro-Negro vai esticar sua estada.

Parece que são os milagres que o alimentam, e as emoções que o fazem mais forte.
E depois de mais uma manifestação pública do misticismo do pano rubro-negro como a de ontem já é cogitada sua presença até o fim do ano.

Que se segurem os Oswald de Souza.
Que se controlem os Tristão Garcia.

O inimigo da lógica, da estatística, da probabilidade e da matemática está de volta.

Estão todos convidados aos cultos.
Sábado teremos o primeiro deles no nosso templo.

Se acheguem pra ouvir uma palavra.

Há quem diga que o Espírito estará presente novamente.
É preciso ver pra crer.

O que quer que isto seja, por onde passar não deixará pedra sobre pedra.

Segurem a tempestade Flamenga!
Pra cima deles, Men-gô!

SRN


Pode correr mas não pode se esconder 2 x 1

Sai, sai da frenteee!
Sai que o bonde de carregadores de saco de cimento mais destemido do hemisfério sul é chapa quen-teee!

É isso, rapaziada, vamos parar de falsa modéstia e cerimônia com a janta!
Se acheguem e tratem logo de explanar aos 4 cantos deste planeta que o bonde tá vindo freneticamente fervendo, de calções rasgados, sem cueca, com feromônios a fumegar pelas ventas prontos para carbonizar sem misericórdia qualquer pedaço de carne viva que venha a cruzar os nossos caminhos traçados nas estrelas, no cosmos, na tábua dos 10 mandamentos e na casa branca!

Que corram para as montanhas os já acagalhados.

Não sei o que tem de secreto o tal do Mago Luxa debaixo de sua capa. Só sei que funciona e que o cara transformou o time do Walking Dead num time de ferrabrázes jovens galudos no baile de formatura, a poucos passos de serem inaugurados pelo pecado da carne.

É João Paulo – o novo Roberto Carlos – Príncipe Cáceres, Canterezine Zidane, Éverton pai do vento, Schopenwallace, Marcelão Maldini, uma seleção de estrelas quando o quesito é superar o gogó nervoso dos guela larga borracha fraca da mérdia “especializada”.

Não vou entrar em méritos das sutilezas de uma partida de futebol, e só valorizarei o resultado final! Os que ainda cismam em se desviar do caminho da luz do espírito Flamengo terão a piedade da minha corneta pelo menos por hoje.

Nem vou falar que o tal do Paulinho está numa marra federal merecendo uma chamada!

Cavucamos mais minhoca em barro duro e daqui a pouco chega a hora da pescaria.

Agora todos de volta pras suas casinhas, pros braços de suas saudáveis famílias, pra recarregar os estoques de arroz e feijão e seguir a caminhada rumo à glória.

Quem está atrás já ficou pra trás e quem está na frente já pode sentir nossa envergadura ameaçadora.

Fé nos trabalhadores, nos sacos de cimento, na enxada e no pano pesado.

Quarta-feira estaremos lá novamente, onde a mística e rituais sobrenaturais acontecem.
Ninguém sabe o que vai acontecer, mas só a gente sabe o que pode acontecer.

Pra cima deles, Men-gô!

SRN


“Uma equipe que coloca o saco de cimento nas costas e vai trabalhar”

Vez ou outra nesse vidão proletário sujo de graxa, me pego pensando sobre a existência Flamenga.
Não na incontestável história da instituição esportiva, que grita por si em suas triunfantes e abarratodas salas de troféus, e sua hegemonia no esporte bretão, mas na mística sinistra envolvida na relação Flamengo x torcida x perrengue x Maracanã.

É impressionante a capacidade deste pano imaculado de reverter situações cavernosas.

Nos meus humildes 25 anos de vida, vi o Flamengo passar muito veneno.
Vi o que ousam chamar de FlaPress nos condenar ao ostracismo e ao fundo do poço em incontáveis oportunidades. Ouvi um caminhão de Zés Ruelas engomados agasalhadores de croquete pisarem na nossa dignidade em rede nacional. Ouvi muita merda de todos os lados.

E conto nos dedos as vezes em que não estapeamos a cara de cu alheia, com talco preto e vermelho, diante de mais um levantar apoteótico do urubuzão ferido porém nunca vencido.

Há algo no ar da atmosfera do planeta Flamengo que nos faz acreditar até a última gota de sangue derramada. Nos faz mais fortes e unidos nos momentos mais amaldiçoados que possamos estar. E nos faz abraçar a causa rubro-negra com a certeza que o manto magnético vencerá mais uma batalha na guerra contra os pragmáticos da borracha fraca.

E notem, na transação Flamenga não existe contrato. Não existe cheque calção, nem sinal nem garantia. Acreditamos no coração, na magia e no mar de amor.

Porque o Flamengo odeia os pragmáticos. O Flamengo odeia matemáticos. O Flamengo odeia estatísticas. E o Flamengo odeia probabilidade.

É da improbabilidade que se alimenta o Lobo Mau Mengão.

É saco de cimento, arroz com feijão e sangue na ponta da botina, sem petit gateau.

Ontem, em mais uma noite sobrenatural, os astros e o universo do desconhecido voltaram a se alinhar a favor da seita preta e vermelha. Encarnado na pele de 11 gladiadores em campo e mais de 40 mil nas arquibancadas, o espírito Flamengo se fez notado outra vez, fazendo tremer os pélas do mundo entediante dos céticos do futebol.

Uma virada com 2 gols da união dos nossos poderes. Tipo Capitão Planeta mesmo.
Conquistados pelos nossos guerreiros, mas com o sopro final do sobrenatural sagrado.

Bravo, Flamengo, Bravo!

Que sacos de cimento continuem a ser carregados. Que os astros e o desconhecido continuem do nosso lado. Que a estrela do nosso Silva continue a brilhar.

As segundas e quintas serão muito mais felizes assim.

“Acima de tudo rubro-negro
Amor maior não tem igual
Eu juro que no pior momento
Vou te apoiar até o final”

SRN, pra cima deles!


Sem gracinha meio a zero

Panteras e panterinhas.

Meu envolvimento emocional com a peleja do domingão glorioso de hoje foi tão profundo que não consegui sequer pensar numa piadinha estúpida pra pautar o textículo de hoje da nossa cozinha fumegante.

O foco total e absoluto foi em magnetizar minhas energias Flamengas pra ajudar o Mago Luxa a “fechar a nossa casinha” sagrada. E o resultado não podia ser melhor.

O que vi foi um time aplicado, esforçado e sabendo o que estava fazendo, dentro das suas limitações.
Deu chutão quando precisou, saiu jogando quando conseguiu, suou sangue enquanto pode.

O tratorzão rubro-negro voltou!

Velho moura ressucitado, Schopenwallace comandando a cozinha, Marcelão-borracha-forte mito da seriedade, Jean Paul novo Roberto Carlos (chorem viúvas de André Sonso), Márcio Araújo Schweinsteiger maranhense, Evertinho pai do vento e Canteros, pra mim, o dono do jogo.

Pouco a pouco se soltando, nosso camisa 20 ditou o ritmo da meiuca, colocando a redonda no chão, saindo pro jogo com qualidade, rasgando o shortão na grama e passando o cerol fininho nos alemão quando preciso. Afinal de contas, alguém precisava lembrar ao Zé Clóvis Bornay das coxa branca depilada que aquilo era um jogo viril para ferrabrázes e não concurso de Miss Pelo Acaju Curitiba 2014.

Nosso gol foi o retrato da dedicação do time. Acreditar até o final na vacilada do adversário é lição #1 em time que quer sair do sanhaço. Coisa que o indiferente Molequessandro parece ainda não ter aprendido. Joga como se ainda estivesse nos times pequenos que irritou anteriormente.

Sem alma à parte, acredito vorazmente na recuperação do tratorzão adormecido e que temos chance de beliscar algo a mais nesse campeonato e na Copa do Brazél.

É sem playstation, sem Yakult, e com muito feijão com farinha.
Fé no Mago Luxa e ademã que eu vou em frente, rumo ao G4!

SRN


Era só mais um Silva

Era só mais um Silva entre milhões e milhões de outros tantos pelo Brasil.
Mas afirmo sem piscar que hoje o nosso é o mais querido.

A tarde foi mais uma daquelas apoteóticas que só o espadaúdo Flamengo pode nos proporcionar. Maraca fumegando aqui em cima, rapaziada fortissimamente comendo grama lá embaixo e golzinho choradaço no fim pra chutar o que tivesse pela frente.

O domingo como têm que ser os domingos.

Mas não sem 94 minutos de puro sofrimento.

O primeiro tempo rubro-negro foi bastante perturbador. Foram litros de Mate (à preços Padrão Fifa) pra que a calma fosse mantida e eu não perdesse a compostura publicamente diante das crianças que floreavam as arquibancadas com seus respecitvos papais. Molequessandro naquela moleza e firula, ninguém chutava pra porra do gol, um meio de campo acéfalo, um Éverton correndo pra todo lado e chegando em lugar nenhum e um Paulinho em marra, preguiça e creme federais!

Alguém (LUXÃO) há de encostar delicademente ao pé da orelha de Victoria Secret do nosso ex-craque-querido e dizer pra ele que tem muuuuuito feijão com farinha guela abaixo pela frente antes de merecer um Oswaldo Aranha no refeitório Flamengo. Acorda, bixo, vai ralar a bunda na grama e não me irrita!

Até que veio o segundo tempo. E com ele, o mezzo-contestado Mugni no lugar de Luizan Tônho, o dito “Processinho”. Era a promessa de alguém pra segurar mais a bola naquela meiuca morta e dar o tapa final pra linha de frente carimbar a meta inimiga.

O time ganhou mais troca de passe, com Canteros aparecendo mais pro jogo, mas a melhora não vinha sendo suficiente. As tardes sofríveis da dupla borracha fraca Alecsandro e Paulinho comprometiam qualquer possibilidade de gol.

Até que uma brisa de esperança surgiu no horizonte Flamengo, encarnada nas carcaças de Arthur e Edward da Silva.

A mudança foi logo notada pelos mais atentos. Movimentações insunuantes e, principalmente, disposição purinha da dupla. Meteram fogo no jogo mas a criança cismava em não entrar.

Eis que, quando a boiada já mirava o brejo, ONCE AGAIN, o mago da lateral esquerda Jean Paul, resolveu aprontar mais uma das suas. Pra deixar qualquer viúva de André Sonso com a caroça no chão, bola venenosa no primeiro pau e testada violenta de Eduardo da Silva pro fundo do barbante. Gol do Mengaço, camisa pro alto e festa na favela!

Favela que fez 94 minutos de “pagode” pesado pra receber o filho que à casa torna.

Bem-vindo de volta à favela, Eduardo.

Mais um Silva que a estrela brilha, sim. E brilha muito!

SRN


Mengaralhaço 1 x 0 Estalinho ausente mais uma vez

Aaahhhhhh!!

Nada melhor do que um bom e assíduo freguês pra dar uma levantada na firma quando a época é de vacas magras.

Apesar de toda devoção e dedicação da nação, o angu Flamengo andou encaroçadíssimo. Dias sombrios pairaram sobre o castelão sinistro preto e vermelho.

Mas sob a bênção de São Luxa, não sem muito soco na porta, dedo na cara e chute na bunda, já é possível ver horizonte no céu grafite que cobria nosso planetão rubro-negro. E o melhor: sem nem cheiro dos ebós André Santos, Elano e o mão de pau o qual não se deve mencionar o nome.

Fizemos um primeiro tempo hoje de dignidade não vista desde a Copa do Brasil do ano passado.

Todo mundo correndo firme, semi-organizado, com jogada e pouco erro de passe.
Não sei se foi a saída de Neypatinga, a chegada do São Luxa ou a ausência dos ebós. Mas algo mudou na vitamina dos nossos soldados.

Deu gosto de ver a dedicação e o desenrole dos primeiros 45.

Príncipe Cáceres, o dono absoluto do meio-de-campo. Assumindo a responsa máxima da saída de bola com coragem, batendo a carteira dos pão-com-ovo com garbo e elegância e dividindo as pingadas ferrabrasmente como tem que ser. Já defendi sua beleza destacada aqui na nossa cozinha e volto pra declarar meu sentimento por este jovem novamente. O melhor em campo na minha humilda e irrelevante opinião. Chupa, Casalberto!

Quem chegou com frenesi no fosquete pelas estreias da noite, ao invés dos galáticos Edward o Croata da VK e Canteros, assistiu ao show de Maldinicelo. Na companhia do hour-concour Schopenwallace, o rapaz, que caiu de pára-quedas no time titular, deu aula de como ser um borracha forte na cozinha Flamenga. Não passava nem mosca nos metros quadrados vigiados pelo espadaúdo becão. Gratíssima surpresa e nobre oportunidade de encostar mais um jogador vintage do nosso scratch. Tchau, Chicão!

Destaques válidos:
– A atuação de menino Mugni, cada vez mais solto, totalmente leleke, mostrando que pode ser muito útil;
– A atuação de PV: bastaria manter o mão-de-pau filho do satanás longe da nossa casinha pra amarmos PV, mas ele foi lá e ainda agarrou maneiro;
– A sustagem que o Luizan Tônio está tomando: também quero;

Mas o deslumbre dominical só foi completo quando o enviado divino Jean Paul abençoou nosso retorno ao New Maracanan com um passe de 40 jardas certeiro na careca lustrada de Molequessandro. O rapaz da 19 não fez desfeita, estufando o barbante sofrido de Nego Jeff e comemorando feito homem, pra minha supresa.

O segundo tempo ainda reservava as emoções fortíssimas da presença de Neguebs sem freio e dúzias de bolas pingando no nosso pagode, devidamente espanadas, por bem ou por mal, pela nossa dupla de gladiadores da zaga.

3 pontos pingados na nossa continha, música nova já hit no Maraca e fizeram meu domingo mais feliz. Já estava com saudade disso tudo aqui.

Ainda estamos no cheque especial mas tem chão pra corrermos atrás desse prejú.

Que o pano pesado apronte mais uma das suas, e que a gente possa rir de tudo isso no final outra vez.

SRN